Quarta-feira, 30 de Setembro de 2020
Economia

Em reunião com governadores, Bolsonaro defende congelar salário de servidor até 2021

Por Daniela Meneses - 21/05/2020

Publicada em 21/05/20 às 14:15h

por Portal e Rádio Web Picos Mais


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 (Foto: Portal e Rádio Web Picos Mais)

Em reunião virtual com governadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu nesta quinta-feira (21) apoio para o veto que irá garantir o congelamento salarial para os servidores públicos até o final de 2021. A medida atinge os servidores federais, estaduais e municipais.

Na videoconferência, Bolsonaro garantiu a sanção do projeto de ajuda a estados e aos municípios no valor de R$ 60 bilhões. A sanção presidencial deve sair até o final do dia.

Na reunião, o presidente pregou um tom de união com os governadores apesar das trocas de farpas dos últimos dias. Ele afirmou que o governo pensou em cortar salários dos servidores, mas decidiu pelo congelamento por ser um ‘remédio menos amargo’.

‘Em comum acordo com os Poderes, ceamos a conclusão de que congelando a remuneração, esse peso seria menor, mas de extrema importância. É bom para o servidor, porque o remédio é menos amargo, mas é de extrema importância para o país’, disse. O presidente lembrou que trabalhadores das empresas privadas estão perdendo o emprego ou tendo os salários reduzidos e disse que todos devem fazer a sua cota de sacrifício.

‘Sabemos que o senhor sofre pressões, os governadores também, mas acho que é um momento  de unidade nacional , mas entendemos que o momento é de sacrifício de todos’, disse o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja que representou os governadores, ao apoiar o veto.

Bolsonaro garantiu a sanção do projeto que libera R$ 60 bilhões para estados e municípios. O recurso será utilizado em ações de combate a pandemia do coronavírus. Diante da crise economia provocada pela paralização da pandemia, os governadores pediram que a liberação possa ocorrer até o dia 31 de maio.

A elaboração da proposta foi marcada por embates entre Rodrigo Maia e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Porém na reunião de hoje, o presidente da Câmara mostrou um tom de conciliação.

‘Essa reunião simboliza a importância da nossa Federação, dos prefeitos, dos governadores no enfrentamento da pandemia. Crise que diminui a arrecadação. É importante a coordenação do Governo Federal para reduzir danos. Esse projeto é um momento importante no enfrentamento à crise. Cria as melhores condições para que possamos tratar do pós-pandemia e da recuperação econômica. Todos unidos, os resultados serão melhores para a população. Na pós-pandemia teremos uma nova realidade e necessidade de reorganizar o estado’, disse Maia.

O governador de São Paulo (PSDB) também pregou a necessidade de união entre todos os setores responsáveis pela reconstrução do país. Ele disse ser urgente que a primeira parcela dos recursos possa ser liberada até o dia 31 de maio.

‘É urgente que a primeira parcela possa ser repassada até 31 de maio. É urgente já que será destinada para saúde, para as ações de enfrentamento ao vírus. O Brasil precisa de união para vencer a crise e proteger os brasileiros. A guerra coloca todos em derrota. Ninguém ganha. Precisamos nos unir’ disse ele que vive um clima de acirramento político com Bolsonaro.

 





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